MuriSantos

O tricampeão brasileiro pelo São Paulo retorna, mas pro Santos.

Mais que um clube, um ideal...

Camargo traz para você a incrível história do Athletic Club Bilbao.

Pontapé inicial

Confira a matéria de abertura do CONEXÃO RJ, a Coluna do Lucas.

E rola a bola...

Veja a matéria de abertura do blog #FalaPelota na Coluna do Vinny.

[Coluna Semanal] Introdução ao futebol digital

Confira a coluna semanal do Fábio sobre futebol digital.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mais que um clube, um ideal...



O futebol moderno se caracteriza pela constante mudança de clube por parte dos jogadores. Os valores das transferências estão cada vez mais absurdos e os times contam com jogadores de todas as partes do mundo. O Arsenal é um exemplo dessa modernidade do futebol: dos 27 jogadores que compõem o elenco, apenas quatro são ingleses, ou seja, aproximadamente 85% de seus atletas nasceram fora da Inglaterra. Se a maioria esmagadora segue o exemplo dos Gunners, existem clubes que preferem apostar na identidade dos jogadores, não só com o clube, mas com o povo. É o caso do Athletic Club Bilbao.

O Athletic Bilbao é um clube basco, ou seja, faz parte do País Basco, região localizada no norte da Espanha e abrange parte do território francês. Há séculos os bascos buscam a sua independência em relação a capital Madrid, porém, com Francisco Franco no poder, o sentimento de ódio cresceu bastante e a região foi uma das que mais sofreu com a forte opressão da ditadura fascista - a proibição do idioma basco é um dos exemplos - e a grande rivalidade entre País Basco e Madrid só deve acabar quando a tão sonhada liberdade for alcançada.

Voltando aos gramados, atualmente o Athletic Bilbao é um time pouco conhecido fora de sua região, porém, é um dos maiores da Espanha. Oito títulos da Liga Espanhola e vinte e três conquistas da Copa do Rei fazem dos Leones uma equipe de muita tradição e respeito no País, além disso faz parte do trio que nunca foi rebaixado no campeonato nacional - ao lado de Real Madrid e Barcelona. O que mais chama atenção nesse clube é a sua política de contratações: só são aceitos jogadores nascidos no País Basco ou que tenham sido formados nas categorias de base do clube.

Mesmo com muitos títulos conquistados, a sala de troféus do Athletic está abandonada, já são 27 anos de espera por um novo título. Mas essa seca não faz com que os fanáticos torcedores mudem de time e muito menos pensem em modificar a política de contratações do clube. Para eles vale mais um time com jogadores que representem a sua região e nenhuma conquista do que uma equipe recheada de atletas estrangeiros e a sala de troféus lotada.

O porque disso? O Athletic Bilbao não é apenas um clube de futebol, ele representa um povo e seu ideal. Em dias de jogos da equipe o que mais se vê no estádio são bandeiras do País Basco. Um grande exemplo dessa busca pela independência ocorreu na final da Copa do Rei de 2009, quando Barcelona (da Catalunha, que também sofreu com a ditadura de Franco) e Athletic Bilbao se enfrentaram no estádio Mestalla em Valência. Os torcedores das duas equipes se juntaram e vaiaram o hino espanhol tocado antes da partida, além disso dispararam gritos contra o rei da Espanha, que estava presente no estádio.

Muitos não concordam com essa política do Athletic Bilbao, porém, é uma forma pacífica de protestar pela independência de sua região, que já sofreu muito e não vê a hora de se separar da Espanha.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

MuriSantos




O técnico campeão volta à São Paulo. Mas não necessáriamente ao São Paulo.
Muricy Ramalho, técnico tricampeão pelo São Paulo e campeão pelo Fluminense na última edição do Campeonato Brasileiro assume compromisso com o Santos na próxima semana, grande rival do ex-clube paulista que comandou e tornou-se ídolo.
Muricy construiu uma história vitoriosa no São Paulo conquistando em sequência o campeonato nacional e conseguindo ficar no auge de melhor treinador neste período, realmente uma era de ouro de sua carreira.
No Flu, o técnico saiu recentemente alegando problemas estruturais do clube mas deixou sua marca, tirando da fila de 26 anos o tricolor carioca.

E agora, qual seria sua missão no Santos?

O professor Muricy conta com um belo elenco formado nos últimos anos com o repatriado Elano, os garotos da base e hoje ídolos do futebol brasileiro Ganso e Neymar, além de uma bela estrutura na Vila Belmiro pela qual não poderá se queixar em sua passagem. Num clube de tradição e atual campeão paulista, Muricy pode ter a chance de retomar sua sequência de campeão brasileiro (interrompida em 2009 pela "zebra" Andrade, do Flamengo) além de dá continuidade ao trabalho de Marcelo Martelotte no estadual e reerguer o "Santástico" na disputa da Libertadores, colocando o grupo nos eixos da competição e dando esperança ao torcedor santista.

Boa Sorte ao Muricy, treinador suficientemente capaz de dá novo título brasileiro ao alvinegro praiano. Mas a pergunta é: estaria ele no lugar certo e na hora certa?

domingo, 3 de abril de 2011

Introdução ao Futebol Digital

Introdução ao futebol digital



Diferentemente do apaixonante futebol real, os videogames propiciam escolhas. Não precisa se exaltar porque o jogador não inverteu a jogada ou não viu um companheiro melhor posicionado. Só depende de você. E é por isso que o futebol digital é tão popular.
O tempo passou e as técnicas foram se aperfeiçoando, o leque de opções para os que jogam é cada vez maior e, consequentemente, a diversão também.


Intellivision Soccer – De 1980, foi o primeiro jogo que ao menos se assemlhou com futebol nos videogames.

As imagens dos mais recentes jogos do gênero – PES2011 e FIFA11.

As diferenças, ou evoluções, ocorreram muito além das 4 linhas. As habilidades são compatíveis com a dos jogadores na vida real, as aparências, opções táticas e até novos modos de jogo. Mais do que comandar os 11 jogadores, você pode formar seu time, contratar novos jogadores, arrumar o staff do time ou criar seu próprio personagem e trilhar o caminho até a fama.
Se os dribles e gols não são passam de simulação, as emoções que cercam partidas de futebol digital não seguem esse padrão. O esporte é até profissão, mas mesmo para quem não é, o videogame é paixão!

Fábio [HTR] Soares, colunista do Fala, Pelota sobre futebol digital.


Semana que vem: Os profissionais, os grupos virtuais e reais sobre o jogo.

E rola a bola...




Fala, galera!

Estamos inaugurando hoje o nosso blog #FalaPelota, um meio de interação e discussão que pretende mudar a cara das 'rodas de futebol' online. Aqui o papo vai gerar de forma respeitosa e é claro, abordando toda e qualquer temática e polêmica relacionada ao mundo da bola. Nossa equipe será formada por jovens interados no assunto e muito bem informados, prontos para, junto com vocês, debater o que vem acontecendo de mais interessante (e de menos, claro) no futebol nacional e internacional.

Com a especialidade de seu conhecimento, como futebol carioca, paulista, mineiro, gaúcho, futebol internacional, futebol digital, você pode está em contato direto com as idéias dos nossos redatores que trarão suas opiniões e todas as novidades a respeito desses temas relacionados acima e muitos outros. Por meio de comentários, tweets e do nosso futuro #chatpelota, você poderá enviar sua posição a respeito do assunto abordado, interagir, criticar, elogiar, concordar, discordar e expor sua visão dos fatos.

A nossa equipe é composta pelos paulistas Fábio Soares, Carlitos e José; o carioca Lucas e o multiétnico Gabriel Camargo e, olha só, o baiano Thássio Vinicius, a quem poderão corresponder como Vinny. Pode-se avaliar desde já que vem uma mescla de bastante conhecimento futebolístico, independente de região e de clube, respeitando sempre as divergências e debatendo com imparcialidade, defendendo sua posição de maneira sóbria e coerente e é claro, sempre aberto às contradições. Por isso, olho na bola... estamos aqui para dialogar sobre o melhor esporte do mundo, em seus diversos segmentos e abordagens: FALA, PELOTA!

sábado, 2 de abril de 2011

Pontapé inicial


Olá, pessoal!

Na coluna de estréia do espaço Conexão RJ, vou falar sobre a Taça Rio, competição válida pelo segundo turno do Campeonatqo Carioca. Já apontando para o fim da fase de grupos, há muitas incertezas quanto ao sucesso de cada um dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro apartir das semifinais da competição. Faltam três rodadas e ainda há um clássico para ser disputado: o duelo entre Botafogo e Flamengo, válido pela 7ª rodada.

No Grupo A, o líder é o Vasco da Gama, com 10 pontos conquistados em cinco jogos disputados. O momento do Gigante da Colina no ano de 2011 se encaixa perfeitamente na palavra 'incerteza'. Após sucessivos erros de planejamento do futebol vascaíno, quatro derrotas nos quatro primeiros jogos do ano e a demissão do técnico PC Gusmão, o Vasco vive um momento de renovação ao trazer o técnico Ricardo Gomes e apostar em ''refugos'' como o meia Diego Souza, vindo do Atlético Mineiro e o atacante Alecsandro, contratado junto ao Internacional. Com um ambiente em alta e a boa fase do zagueiro Dedé e do experiente meia Felipe, o time cruzmaltino é sério candidato para chegar a final da Taça Rio. Porém, a falta de entrosamento dos jogadores da linha de frente e as dúvidas na capacidade de decisão podem colocar um ponto final na história cruzmaltina no Carioca de forma recente.

Outro grande clube do Grupo A é o Flamengo, que está na quarta colocação, com nove pontos. Como explicou a ótima coluna de Gabriel Camargo aqui no blog, a torcida rubro-negra tem sérias dúvidas sobre a real capacidade da equipe, já que muitas das opções do contestado treinador Vanderlei Luxemburgo não vem dando certo. A dependência do time com os armadores Thiago Neves e Ronaldinho, a falta de um goleador e a recusa por parte de Luxemburgo no que diz respeito a volta de Adriano para a Gávea - acabou indo para o Corinthians - tem despertado um sentimento de preocupação e ira dos rubro-negros. Porém, o Mengão tem uma vantagem sobre os rivais: é o campeão da Taça Guanabara e tem vaga garantida na final do Estadual.

Pelo lado do Grupo B, os dois times grandes não vem vivendo bons momentos. Na segunda colocação com dez pontos conquistados, o Botafogo não apresentou um bom futebol até agora e a perda de paciência da torcida resultou na saída do técnico Joel Santana, que saiu em decisão conjunta com a diretoria após a derrota no clássico contra o Vasco, por 2 a 0. Sem tempo para pensar em muitas opções, a diretoria do Botafogo agiu rápido e trouxe o técnico Caio Júnior para o lugar de Joel. Caio fez bons trabalhos no Paraná (sexta colocação no BR 06), Palmeiras (sétima colocação no BR 07) e Flamengo (quinta colocação no BR 08), mas está no exterior desde o fim de 2008 e por isso não se tem idéia de como está atualmente. Outra desconfiança é em relação aos seus dois últimos trabalhos no Brasil: com Palmeiras e Flamengo, não conseguiu a vaga na Libertadores por muito pouco, sempre perdendo pontos importantes no fim. Ainda assim, estreou bem no Botafogo: o Glorioso derrotou o Paraná, fora de casa, pela Copa do Brasil por 2 a 1 e está perto da classificação.

Também em situação complicada, o Fluminense está na terceira colocação do grupo, com oito pontos e tem sérias chances de não se classificar para as semifinais da Taça Rio. O Tricolor vive um momento bem confuso. Depois da eliminação na semifinal da Taça Guanabara para o Boavista e a má campanha nos três primeiros jogos da Libertadores, o técnico Muricy Ramalho pediu demissão alegando a falta de estrutura e o time viveu dias turbulentos, sendo motivo de muita fofoca e chacota na imprensa. Demorando para acertar com um treinador, o clube ''escalou'' o novo auxiliar-técnico Enderson Moreira para treinar o time na partida contra o América do México, pela Libertadores. Na base da superação, o atual campeão brasileiro venceu os mexicanos por 3 a 2, de virada, no Engenhão e ressurgiu na competição, tendo chances de se classificar ainda. Dá para dizer que está tudo resolvido? Não. A fraca atuação no clássico contra o Vasco, dias depois, mostrou que o time não está na forma ideal e que é preciso muita coisa. Ainda assim, conta com jogadores como Mariano, Diguinho, Conca, Souza, Deco, Emerson, Fred, Rafael Moura e outros excelentes jogadores. Não dá para duvidar do Fluminense.

Creio que a coluna de estréia desse espaço clareou a opinião dos leitores sobre o atual momento dos quatro grandes clubes do futebol carioca. Porém, a situação de cada um dá margem para diversas apostas de quem vai se dar bem no final das contas. Nas próximas colunas, falarei com mais sobre as partidas da Taça Rio, sobre outras questões envolvendo cada um dos times e muuuuuito mais sobre o futebol carioca!


Um abraço!


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Nota: Texto feito antes do início da sexta rodada do Campeonato Carioca.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A triste decadência do futebol do interior paulista

Inter de Limeira: De campeã paulista em 86 à 3ª divisão

O futebol brasileiro sempre foi e sempre será lembrado e reconhecido pelos seus times gigantes, casos de Internacional, São Paulo, Flamengo, Santos, e por aí vai. Mas, o que seriam destes esquadrões sem os times do interior paulista, com que já disputaram verdadeiras batalhas pelos Campeonatos Estaduais? Infelizmente hoje, os times do interior vivem uma situação dramática, trágica e muito triste. Tomando como base o futebol paulista, a lista de times que já brilharam e hoje estão sumidos assusta.

Campinas, que já foi uma das grandes metrópoles do futebol, hoje vive situação caótica. Gramados onde já desfilaram craques como Carlos, Oscar, Polozzi, Dicá, Zenon, Careca, Luizão e Amoroso, hoje veem times fadados ao fracasso e passando vexame atrás de vexame. Ponte Preta e Guarani deram um exemplo muito claro desta 'desgraça' futebolística nesta semana. O Bugre, que completa 100 anos nesta semana, convive com dívidas e rebaixamentos. Atuando na Série A-2 do Paulistão, a equipe luta e sonha com a divisão de elite. Sem antes protagonizar um vexame histórico, como o contra o desconhecido Horizonte do Ceará.

A Ponte Preta também passa apertos. Com 110 anos, a equipe tem como uma das principais glórias o título do interior em 2008. Pouco, muito pouco para um celeiro de ótimos jogadores e uma torcida apaixonada, a única do país a construir seu próprio estádio. Pela Copa do Brasil, viu o Goiás deitar e rolar, fazer 3 a 0 e eliminar qualquer chance de sucesso da Macaca.

Como explicar esta queda? Falta de recursos, péssimas condições técnicas, mas, sinceramente, falta de comprometimento e amor aos clubes. Leonel Martins de Oliveira e Sérgio Carnielli, presidentes de Guarani e Ponte Preta, respectivamente, herdaram administrações 'malditas', mas também pouco fizeram para mudar um cenário que há anos desenhava a tragédia. Hoje, prometem mundos e fundos, mas a torcida sabe que sofrerá muito e aguarda ansiosa e esperançosa por dias melhores.

Que falar então da Inter de Limeira. Campeã paulista em 1986, a equipe hoje figura na modesta Série A3 do Campeonato Paulista. Ou o Rio Branco, um dos maiores reveladores do interior, que nas mãos de empresários mal intencionados, chegou ao fundo do poço com a queda para a terceira divisão. E no Rio de Janeiro, Bangu, Olaria, São Cristovão? Times de repercussão no passado e meros sacos de pancada nos dias de hoje.

Ainda podemos ter algumas gratas surpresas de times interioranos que chegam e surpreendem. Mas, sinceramente, é difícil de acreditar. E é triste ver isso. Cidades que adotam suas equipes já não tem mais o por quê de comemorar ou encher os estádios. Quem frequenta os estádios do interior conhece essa magia e espera, com muita dor no coração, que estas equipes voltem a figurar nos lugares mais altos do nosso esporte bretão.

Déjà vu?

(Imagem: VIPCOMM)

Já estamos em Abril e o técnico Vanderlei Luxemburgo ainda não encontrou uma formação que faça com que o Flamengo jogue bem, algo que ainda não aconteceu nesse ano. A "desculpa" é a invencibilidade na temporada, porém os torcedores rubro-negros ainda não adquiriram confiança na equipe, o ano de 1996 aparece para provar que um início com 100% de aproveitamento não significa muita coisa: mesmo conquistando o Campeonato Carioca e Taça Ouro da Conmebol, o Fla caiu nas semi-finais da Copa do Brasil para o Cruzeiro e nem chegou perto de se classificar para o mata-mata do Campeonato Brasileiro (ficou na 13º colocação), ou seja, os problemas táticos (e técnicos) no início da temporada foram mascarados pelo bom aproveitamento diante de equipes mais fracas e na hora das grandes partidas a equipe falhou, que é o que mais assusta os flamenguistas.

As histórias de 1996 e 2011 são muito parecidas, dois craques (Romário e Ronaldinho Gaúcho, respectivamente), bons jogadores no time (em 96: Sávio, Marques e Mancuso e atualmente Léo Moura, Thiago Neves e Willians) e um ótimo começo de temporada, os rubro-negros esperam que as coincidências acabem aqui. Porém as confusões táticas de Luxemburgo e a dificuldade de vencer equipes fracas não animam a torcida, a super dependência que a equipe tem em relação à Thiago Neves e Ronaldinho - assim como tinha em 1996 com Romário - ficou muito clara no empate em zero a zero contra a fraca equipe da Cabofriense pela Taça Rio.

Porém Luxemburgo insiste em fazer comparações e mudanças táticas absurdas, e usa a invencibilidade como escudo para as críticas em relação ao futebol medíocre que o Flamengo está apresentando. Comparar o esquema tático do Barcelona com o do Flamengo só mostra a decadência do treinador: além da enorme diferença de qualidade entre jogadores das duas equipes, as características são muito diferentes. Acreditar que o trio Ronaldinho, Thiago Neves e Negueba pode desempenhar a mesma função que o trio catalão - formado por Messi, Villa e Pedro - não faz o menor sentido.

É bom Luxemburgo mudar as suas idéias o mais rápido possível, para que a torcida rubro-negra não reveja o ano de 1996, quando tinha uma boa equipe e tudo para fazer uma grande temporada, mas no final o resultado não foi o esperado.

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